Juliana Cardoso participa de plantio de mudas nativas
POLÍTICA 16/04/2018 - 23:55
 
 
Douglas Pires

Encabeçada pelo Rotary Club da cidade, ação foi realizada no sábado (14 de abril), culminando no plantio de 30 mudas, que, futuramente, darão forma à mata ciliar de proteção de manancial; engenheira ambiental apoia projeto de preservação do rio, localizado no distrito de Palmeiras, na região sul do município

Juliana Cardoso participou do plantio de 50 mudas nativas da Mata Atlântica nas margens do ribeirão Balainho, na região de Palmeiras, zona rural de Suzano-SP. A ação, que faz parte do projeto de preservação do manancial encabeçado pelo Rotary Club de Suzano e que conta com o apoio da engenheira ambiental e mestre em Administração Pública, foi realizada dentro do Magic City, parque aquático privado por onde passa o rio. De acordo com a republicana, as mudas se transformarão, futuramente, em mata ciliar de proteção de manancial:

“A presença desta mata é de extrema importância. A mata ciliar é aquela vegetação que fica entorno do rio. Então, se a gente não preservar esta mata, o rio fica sem proteção e acaba recebendo volumes de terra e sujeira – sem contar que a qualidade da água também vai piorando, substancialmente”, detalha Juliana, que também é mestranda em Direito Ambiental.

Organizada no sábado (14 de abril), a iniciativa contou com a participação de escoteiros de Suzano e de representantes da Prefeitura. Além do plantio das mudas, o projeto “Caminhos do Ribeirão Balainho” ainda abarcou a implantação de uma fossa biológica dentro de uma propriedade particular que fica às margens do ribeirão:

“Todas essas ações fazem parte do projeto de preservação ao Balainho. A ideia é guardar o ribeirão e dar voz a ele, que, infelizmente, é pouco conhecido em Suzano e nas demais cidades do Alto Tietê, apesar de ser importante patrimônio ecológico de nossa região”, valoriza Juliana.

Desde o início deste ano, a republicana atua como parceira no programa desenvolvido pelo Rotary Club. De lá para cá, foram realizadas diversas reuniões para o planejamento das ações de preservação, bem como expedições às margens do ribeirão. Em algumas dessas incursões, o grupo coletou amostras de água em diferentes pontos, registrou pegadas de animais silvestres nas imediações e providenciou um levantamento no que reside o plantio de eucaliptos no espaço.

Até o final deste mês, kits para análise técnica das águas do Balainho devem chegar a Suzano. Os instrumentos foram doados para a cidade, especificamente para o projeto de preservação do rio, pela SOS Mata Atlântica. Foi durante uma reunião realizada na 8ª edição do “Fórum Mundial da Água”, em Brasília-DF, em março passado, que Juliana solicitou os kits à fundação, que, não de hoje, é reconhecida internacionalmente. Os equipamentos fazem parte do projeto “Observando Rios”.

Foto: Verônica Ribeiro
 
 
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