Doria pede “oração pelo Brasil” em culto da Assembleia de Deus
IGREJA 22/05/2017 - 10:58
 
 

O prefeito de São Paulo, João Doria, repete os passos de Dilma e procura demonstrar afinidade com os evangélicos participando de cultos. Embora afirme ser católico, nos últimos meses tem se aproximado de diversas lideranças do meio evangélico, com olho nas eleições de 2018.

Na festa dos 47 anos do bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleias de Deus Madureira, na noite deste sábado (20), Doria usou o microfone para fazer um pedido. Diante de um templo lotado, falou em se buscar “um país mais decente e honesto”.

“Vou tomar liberdade de pedir uma oração pro Brasil. Nosso país vive momento delicado, mas que vamos superar. O Brasil tem raízes mais profundas do que qualquer crise. Um povo que supera tudo porque tem Deus no coração”, declarou.

Afirmando ser amigo do aniversariante, emendou: “Não tinha a hipótese de eu não estar aqui, Se tivesse outra coisa marcada, iria cancelar.” Elogiou também o bispo Manoel Ferreira [pai de Samuel e fundador da igreja].

Em seguida foi a vez de Manoel pedir que a igreja orasse pelo país e pelo presidente Temer.

O prefeito não assume abertamente que disputará a eleição para presidente no ano que vem, mas sua participação no culto ganhou ares de comício.

O bispo Manoel disse a Doria que ele teria “ficado pequeno” para o Executivo municipal e que “O Brasil está precisando de alguém para reunir o país.” O bispo Abner Ferreira, irmão de Samuel, também afirmou que muitos já o consideram seu próximo presidente.

João Doria foi indiretamente envolvido na delação premiada dos donos da JBS por ter relacionamento próximo com vários dos citados.

Curiosamente, a participação no culto na Assembleia de Deus do Brás não estava na agenda oficial do prefeito. Foi sua segunda visita ao local em dois meses. Em meados de março, Doria recebeu a imposição de mãos de vários pastores que oraram por ele pondo as mãos em sua cabeça.

Sua participação neste culto lembra a visita que fez a outras igrejas, como a Mundial, onde seguiu o mesmo roteiro de se identificar como amigo do líder e mostrar que já está familiarizado com os termos empregados pelos evangélicos. Com informações de Folha

 
 
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